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Maria João Seixas

Começou por distribuir pontos e simpatia num concurso que fez história na RTP, "A Visita da Cornélia". O concurso, um fenómeno de popularidade num tempo em que ainda não se falava em "shares", em que os concorrentes ganhavam pouco, mas esbanjavam criatividade, tinha um júri de cinco elementos. Entre eles estava Maria João Seixas. Os espectadores familiarizam-se com aquela senhora jovem, de cabelo curto e aparência frágil, que, nas votações, não perdia uma oportunidade de confessar a sua saudade de África. Afinal, Maria João Seixas nasceu em Moçambique, de onde saiu para estudar Filosofia, em Lisboa. Mas a costela de comunicadora foi mais forte que a da filósofa. Ligada aos audiovisuais, dirigiu o Departamento de Produção de Filmes para Emigrantes da Secretaria de Estado da Emigração. Voltou ao pequeno ecrã em 1994 e 1995, como apresentadora das séries "Quem fala assim..." e "Sempre aos domingos". Entre 1974 e 1976, Maria João Seixas foi secretária e adjunta do major Vítor Alves, em vários Governos Provisórios. Assessorou depois Maria de Lurdes Pintassilgo, na Comissão da Condição Feminina. Recentemente, foi assessora para os assuntos culturais do Primeiro-Ministro António Guterres, lugar que também já abandonou, talvez porque a cultura fala mais forte.

IC / Carlos Barbosa de Oliveira

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